sábado, 23 de janeiro de 2010

Uma super viagem de 33 dias para Argentina e Chile

Eu teria exatos 33 dias para aproveitar a viagem e teria de fazê-la com custos abaixo do convencional. Isso significava hospedagens, transportes convencionais, alimentação e programas variados, tudo sempre acompanhado do bom e velho adjetivo "barato". Sabendo disso, tracei um roteiro que percorreria quatro países da América do Sul: Bolívia, Chile, Argentina e Uruguai. Com tudo pronto, descobri que a Varig não mais tinha todos os destinos que havia cogitado e isso me fez alterar os planos.Todos acreditavam que eu gostaria muito mais do Chile do que de qualquer outro país entre os citados. Elas não sabiam quão enganadas estariam uns tempos depois. Minha paixão foi pela Argentina. Comecei minha viagem embarcando para Córdoba, direto do Rio de Janeiro.Cheguei à cidade por volta das 3h30 e fiquei quase uma hora com agentes da Polícia Federal Argentina por causa de um tripé de mais de um metro de altura que estava na mochila. Queriam saber o que eu tinha na mala que poderia se assemelhar a um cano. Quase às 4h, com muito sono e cansado, preferi desmontar toda a mochila e mostrar, porque explicar demoraria mais.Resolvido este ponto, era hora de procurar um lugar para ficar. Isso mesmo, eu não tinha reservas já que meu vôo era para sair do Rio direto para Buenos Aires, mas a Varig não fazia mais pousos nem decolagens naquele país e só fiquei sabendo dois dias antes de embarcar, quando liguei para confirmar se o vôo de fato estava previsto. Assim, a Gol interveio e colocou-me à disposição outros vôos. Mas todos estavam lotados e eu preferi mudar a rota da viagem para começar logo minhas férias.Fiquei em um hostel que, por sorte, seria por uma noite apenas! Muito precário, apesar de cadastrado em uma das maiores redes de hostelaria do mundo. A cidade, porém, é absolutamente confortável. Córdoba pode ser a porta de entrada de qualquer viagem. Tem arredores fantásticos para quem gosta de paisagens, fazendas, histórias, museus... Quem visita a cidade não pode deixar de visitar a Catedral, uma obra-prima que por sorte está sendo restaurada. Outra atração sem precedentes é a Cripta Subterrânea, com uma história de fazer voltar no tempo e que fica bem no Centro da cidade. A visita à cripta custa só 1 peso e pode-se chegar caminhando facilmente.Outro passeio incrível são as fazendas ao redor da cidade, imperdível. Saindo de Córdoba, por um preço muito bom para um mochileiro, 60 pesos, cerca de R$ 45, fui para Buenos Aires em um ônibus, que eles chamam de "colectivo", durante 11 horas de viagem. Mas, diferente dos serviços prestados no Brasil, até onde conheço, têm lanches, refrigerantes, TV tela plana com filme durante a viagem etc. Muito bom todo o serviço rodoviário argentino.Cheguei só de manhã na capital portenha e encontrei minha mãe na rodoviária. Não nos víamos desde junho, quando meus pais deixaram o Rio de Janeiro para viver no Rio Grande do Sul. Mal sabia ela, mas não tínhamos feito reservas para absolutamente nada na cidade! Isso mesmo, minha mãe estava comigo para fazer um "mochilão", sendo que ela ficaria apenas por Buenos Aires, mas vivendo o dia-a-dia como eu viveria, considerando poucos gastos e muita diversão.Saímos, então, à procura de um lugar para ficar. Visitamos cerca de cinco ou seis hostels pelo Centro até entrarmos em um cyber café e localizarmos um que parecia ser muito interessante: Hostel Inn Buenos Aires, no Bairro San Telmo. Até então não fazíamos idéia do que nos esperava. Chegamos e fomos muito bem atendidos e recebidos. Do jeito que estávamos cansados, qualquer bom tratamento já conquistava nossos pesos!O lugar é ótimo, limpo, bem arejado e com uma coisa que todo o viajante procura: outros viajantes. Sim, "viajante" é a palavra certa para caracterizar pessoas com esse estilo de vida, que querem sair para conhecer lugares pouco famosos, culturas, pessoas novas e ainda por cima fazer turismo.A maior parte dos hostels tem habitações privativas, mas não era o que queríamos. Procurávamos conhecer pessoas novas e para isso nada melhor do que compartilhar o mesmo quarto. O desafio era: minha mãe também queria curtir esses dias que ela estaria em Buenos Aires como uma "mochileira" e para isso deveria ceder às convenções sociais e se juntar aos demais.Não deu outra, em poucos minutos minha mãe já estava marcando de sair com o pessoal e já na mesma noite, tínhamos na mesa do jantar franceses, brasileiros, americanos, ingleses, irlandeses e argentinos. Muitos de nós dividindo quartos. A média de preços dos hostels na Argentina gira em torno de 25 pesos a 30 pesos o pernoite com café da manhã. Isso representa algo em torno entre R$ 16 a R$ 20.Depois de dias passeando pelos principais pontos turísticos da cidade e conhecendo lugares tradicionais como o imponente Banco de la Nácion Argentina, a Catedral, o Congresso Nacional, a Casa Rosada, Café Tortoni, Cemitério da Recoleta, a noite de Porto Madero e seus cassinos e a Praça Dorrego, com sua tradicionalíssima feira de antiguidades, chegava a hora de continuar a viagem.O próximo destino era a Patagônia Norte, com primeiras paradas em Puerto Madryn e Península Valdez. Os ônibus não custam caro para circular dentro do país, considerando os serviços que se tem quando embarcados. Por essas 17 horas de viagem paguei exatos 180 pesos, o que sai algo em torno de R$ 120. No entanto, para os viajantes e mochileiros, uma coisa é muito importante dizer: todas as rodoviárias contam com pessoas não oficiais que auxiliam aos rodoviários a carregar os ônibus com as bagagens e tudo o que necessitarem. Quem literalmente tem que pagar essa conta somos nós. Pior, sob o risco de termos problemas com as bagagens. Então, tenha sempre as tão preciosas moedinhas.Chegando em Puerto Madryn, bem cedo, fui direto procurar informações turísticas, e, lembrando que todo o tempo ouvi e li a respeito da cidade, prestei atenção e não a achei muito impressionante, mas seu turismo é muito forte. Consegui embarcar, ainda que conscientemente pagando mais do que o usual por isso, numa excursão que sairia em questão de minutos para avistar as tão sonhadas baleias, elefantes e lobos marinhos e pingüins!Tomamos uma van para a Península Valdez que, impressionante, é como um enorme deserto. Sua vegetação é muito diferente da vista durante o resto da viagem. Parece rala e com aparência sempre seca. O forte da região sempre foi a criação de ovelhas. Muitas, centenas, milhares delas por toda a península, que hoje é quase totalmente área de preservação e, engraçado, propriedade privada.Chegamos a uma praia numa baia ao sul da península onde, sob muito frio e vento, colocamos as capas necessárias e os coletes salva-vidas para podermos sair de barco. Era uma embarcação não muito grande, com cerca de 25 pessoas a bordo. Partimos em direção ao centro da baía e, de repente, o esperado encontro. Elas estavam em grupo, com filhotes. A sensação é indescritível para quem gosta desses cetáceos. As baleias Francas são um prato cheio na região. O passeio completo pela Península Valdez custa em torno de 170 a 230 pesos. Considerando que se paga o barco, o transporte, as roupas e a entrada do Parque Nacional da Península, que para estrangeiros custa 40 pesos.Avistamos ainda elefantes e lobos marinhos, aliás, um bebê elefante havia nascido há poucos instantes, o sangue ainda cercava a mãe e a cria. Uma cena impressionante e de uma grandeza rara. Pingüins chegavam em bando, surfando as grandes ondas que quebravam na costa. Engraçados e desajeitados no andar.Depois do passeio por Puerto Madryn, vendo baleias, lobos e elefantes marinhos e pingüins, pairou uma dúvida: ficar mais um dia e fazer com calma aquilo que já tinha feito e tentar esperar uma rara hipótese de alguma orca aparecer por lá ou seguir viagem rumo a Esquel? Para quem não conhece, assim como eu não conhecia, Esquel é uma cidade na Costa Oeste da Argentina, cinco horas abaixo da tradicional Bariloche. Aconchegante e charmosa, com pouco mais de 30 mil habitantes, Esquel tem muito mais atrativos do que muitas grandes cidades.A 15 minutos de carro do Centro da cidade, onde fica concentrada a maior parte da rede hoteleira, tem-se uma das menores estações de esqui do país, "La Hoya". O passe diário é barato, cerca de 50 pesos, o que para nossa realidade representa pouco mais de R$ 35. Uma coisa muito importante: brasileiros, identifiquem-se! Temos 40% de desconto nos passes diários. Assim, evitem fechar pacotes antes de confirmar se esta promoção está ainda válida. Descobri a cidade numa revista de turismo brasileira que abordou o tema por volta de julho deste ano e trouxe a tão saudosa Esquel à tona. Sou do estilo de viajante que gosta de procurar fazer o que os 'turistas' não costumam fazer, ou seja, se enfurnar em pequenos lugares e conhecer o pouco tradicional. Aliás, temos que destacar aqui que turista é uma coisa e viajante é outra!Por 30 pesos fiz um passeio muito bom e tradicional para quem visita a região: o Expresso Patagônico-La Trochita. Um trem antigo que tem todas suas características originais conservadas e faz o mesmo trajeto, ou parte dele, que fazia desde os primórdios. Cruzando montanhas cobertas de gelo, estâncias que pareciam cenográficas por causa da perfeição e beleza que tinham. Ao final da viagem se visita um pequeno povoado de cerca de 25 famílias descendentes de indígenas que ali viviam e que hoje se sustentam com artesanatos e auxílio do governo.Já nos outros dias, esquiar, realizando o sonho de ver neve de perto. Parecia simples, colocar um esqui e deslizar... Agora, cá entre nós, é complicado demais! Aprontei como uma criança nesses dias... Descia, subia... Engraçado que num dos dias vi muitas crianças subindo para pistas mais altas e obvio pensei: "Se elas, pequenas assim conseguem... ah... também vou!". Conselho: jamais pensem assim quando o assunto for esqui! Elas são impressionantes! Sobem e descem numa facilidade incrível. E lógico, eu não. Depois de mais ou menos uma hora e meia tentando descer pela neve fofa, mais difícil que a consolidada, precisei apelar para o socorro de pista. Um guarda subiu e me resgatou. Vergonha?! Ah... Eu estava de férias!Enfim, Esquel se encerrava ali para mim. Partiria para Bariloche por um preço ótimo, 30 pesos. Isso mesmo, R$ 20. Das cidades visitadas, uma das mais tradicionais para o turismo é sem duvida, Bariloche. Cheia de glamour, fama, chocolates, São Bernardos e, lógico, brasileiros! Eram grupos em cada esquina. Cada lugarzinho da cidade se ouvia o português carregado de sotaque. São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba... Todos nós estávamos lá.Chegando na cidade e com algumas anotações sobre uns hostels que haviam por lá, fui direto para um que tinham me indicado. Arrependimento. Era sujo e bagunçado. Não que eu estivesse querendo luxo, mas não queria lixo, salve Rita Lee. Caminhei por mais algumas quadras e fique num dos melhores hostels de toda a viagem, Marcopolo. O lugar é enorme, nem se acredita que é um hostel. Tem um bar no segundo andar, restaurante, e sim, com a "cena", ou janta, incluída no preço de 30 pesos o pernoite, R$ 20.Depois de curtir toda a cidade, visitar o Cerro do Otto, parques, praças, catedral, sim, adoro conhecer as catedrais, elas carregam muito da historia das cidades, era hora de partir para a próxima parada, Chile. A estrada pelos Andes, cruzando a cordilheira, estava gelada, completamente coberta de neve. Foi algo nunca imaginado por mim antes. Sensacional!Clique aqui e confira a fotogaleria da viagem de FredericoDepois de passar pela alfândega entre Argentina e Chile, um susto: os preços da rodoviária! Nossa, pensar que cada 500 pesos seria um dólar foi assustador. E por quê? Pelo simples motivo que eu estava com muita fome e nada tinha para comprar exceto uma pipoca nojenta que custava 1.000 pesos chilenos! Isso significava US$ 2, R$ 4 reais ou 6 pesos argentinos! O susto? Por que a mesmíssima pipoca na Argentina saiu por pouco mais de 2 pesos, ou seja, menos de US$ 1! Como saí às pressas de Bariloche, apesar do atraso na rodoviária de lá, não tive tempo de ver hostels para pernoitar em Puerto Montt. Mas tudo bem, meu espírito aventureiro estava a mil.Mas, depois de uma hora de atraso na rodoviária de Osorno, meu espírito aventureiro começou a se irritar. E, chegando a Puerto Montt às 23h, meu espírito de aventureiro estava em qualquer outro corpo que não o meu. Chovia alucinadamente na cidade, eu não fazia idéia de que bairro eu estava, e àquela hora da noite não havia uma boa alma para trocar dinheiro. Estava sem grana, na chuva, numa cidade portuária, num bairro estranho cheio de gente esquisita. Na hora fiquei muito tenso. Não por não conhecer a cidade, mas pelo visual sombrio e tenso que a rodoviária passava. Os guardas começando a isolar áreas onde pessoas não poderiam circular e, pior, preparando para fechar o saguão central.Foi quando lembrei que, em Esquel, havia pego um pequeno mapa dos dois países contendo todos os hostels da rede Hostel International e seus telefones. Consegui algumas míseras moedas e liguei para um deles. Surpresa: não tinha vagas! Fiquei mais tenso ainda... Mas foram camaradas e me indicaram um hostel da mesma rede, só que em outra cidade, Puerto Varas. Cerca de 30 minutos de ônibus de onde eu estava. Ufa! Que alívio! Mas, espera aí, que ônibus?! Naquele exato momento um saía e, desesperadamente, corri atrás, alcançando-o.Na manhã seguinte, já descansado e relaxado, comecei a passear pela pacata cidade de Puerto Varas. Muito pacata mesmo, de beleza admirável e paisagens inigualáveis até então. Seus lagos eram margeados por dois imponentes vulcões, sendo o mais conhecido deles o vulcão Osorno. Andei pela cidade o dia inteiro, fui ao cerro e de lá pude ver a cidade inteira. Puerto Varas é incrivelmente delicada. Sim, delicada. Suas casas são muito antigas e em sua maioria, de madeira. Construções incríveis. Agora, cuidado para não se enganar. Apesar de uma cidade bem pequena, eu estava no Chile o que deveria significar preços mais altos.De Puerto Varas, o destino seria Temuco para encontrar Daniel, uruguaio que vive em Israel e conheci em Bariloche. Tínhamos marcado de sair por lá com os primos dele. Durante a viagem, paisagens lindas, as fazendas e vulcões. Impressionante como o povo chileno convive com o perigo assim, na calma e crescendo em torno dessa ameaça que a qualquer momento pode dar sinais de vida intensa. O principal e em atividade constante é o vulcão Villarrica, em Pucón.Chegando a Temuco de tarde, novamente a missão de achar um hostel. Parei em um cyber café e achei uma hospedagem. Isso mesmo, hospedagem, por que Temuco não tem hostel. Tudo bem, eu também não sabia! Soube na hora. Acabei ficando em uma muito boa, com café da manhã incluído por 7 mil pesos. Achava o número assustador no inicio, mas a realidade chilena é mais cara do que a argentina. Diria que se parece com a nossa.Uma coisa é importante dizer: comecei a passear e em todos os lugares que passava as recomendações com segurança eram muito fortes. Todas as pessoas se preocupavam com a máquina que eu carregava, com o tripé que chamaria atenção e tudo o mais que pudessem recriminar. Daí para frente, com tantas pessoas falando na minha cabeça, comecei a me sentir pouco seguro no país deles mesmos. Visitei tudo durante o dia e pela noite, quando não estava com amigos, preferia ficar com a TV!Chegada a hora de partir, despedidas. O que não suporto. Fico me perguntando o que vale isso? Sentirei falta das pessoas que lá conheci. Foram momentos de total descontração e diversão, sem compromisso com nada a não ser o tempo todo sorrir. Parti de noite para Santiago, capital Chilena.Cheguei por volta das 8h e tinha marcado de encontrar uma amiga na casa dela. Ótimo, se eu tivesse idéia de como chegar aos lugares. Encontramos-nos depois de algumas horas, isso por que levei uma para me localizar e tentar trocar dinheiro e outra por que o metrô, apesar de ter uma rede metroviária muito extensa e boa (melhor do que a do Rio de Janeiro) estava lotado e mal conseguia entrar por causa da mochila, que não era pequena.Ótimo, mais uma cidade e, por obvio, mais uma coisa a fazer: procurar hostel. Ela se ofereceu para que eu ficasse na casa dela, mas seria por uma noite apenas, já que ela teria de viajar em seguida. Assim, achei um que, segundo ela era numa localização muito boa para quem estaria de turismo: Plaza das Armas. Esse também era o nome do hostel. Que por sinal era sensacional. Elegeria como um dos melhores e mais divertidos que já conheci.Os preços? Bem, estamos no Chile! O quarto mais barato, o meu, óbvio, custava US$ 10 sem café da manhã, que por opção seriam mais US$ 3. Vou dizer uma coisa: paguei os US$ 13 com prazer por que o café da manhã, apesar de ser você mesmo quem prepara, é regado. Tem ovo, tortas, pães, tudo o que você quiser. O hostel fica numa cobertura de um prédio antigo exatamente em frente à praça principal do Centro. De noite a vista é algo impressionante. Impagável tomar um vinho com os amigos e ter essa vista. Mentira... US$ 13 dão para pagar.Depois de muitas aventuras na capital chilena, com direito a cerveja no frio e roubo de uma amiga no metrô, o próximo destino era Mendoza. O mais impressionante de toda a viagem para lá foram os Andes. Uma coisa impressionante, uma grandeza que hipnotiza e faz com que vejamos o quão pequenos somos. Conhecer a cordilheira sempre foi um dos meus maiores sonhos e, naquele momento, quando a cruzava, não acreditava no que acontecia. Os montes estavam ali, lado a lado e conforme o ônibus seguia caminho as paisagens iam mudando e ficando cada vez mais lindas. Uma das paisagens mais impressionantes de toda a viagem. Incomparável e sem explicação a sensação que passa.Muita diversão e visitas a vinícolas depois, ainda faltava voltar a um último destino na viagem: Buenos Aires. Sabia dessa vez o hostel certo para ficar. Já tinha ficado neste com minha mãe. Não teria por que perder tempo procurando outro lugar ou qualquer coisa. No quarto que fiquei havia oito camas, quatro delas chegaram a ser ocupadas simultaneamente por brazucas... Isso significa que instituímos o idioma oficial: Português! Claro! Zoamos muito o tempo todo.De tudo, a coisa mais marcante da segunda vez na capital portenha foi a noite de despedida com Lau e Gisela em um bar em Palermo muito bom. Curtimos muito apesar do pouco tempo que tínhamos e de estar passando toda a viagem na minha cabeça. A saudade já começava a apertar e não queria me despedir das pessoas que tinha conhecido e criado laços. Sonho realizado. Essa é a sensação que tenho.E uma coisa eu dizia durante a viagem: "Se felicidade tivesse um rosto, seria o meu". Até o guarda do aeroporto me disse palavras de consolo quando eu entrava no portão de embarque. Tenho vontade de chorar agora só de lembrar a vitória que essa viagem representou. Mas, quer saber? Tenho que pensar na próxima! Vejo vocês em uma outra viagem. Curta ou não, para longe ou não.

Um comentário:

  1. Gostaria de saber se nao roubaram nada de tuas bagagens no aeroporto de EZeiza. A mafia do aeroporto voltou e estao levando tudo de dentro das malas e ninguem eh reponsavel. Em passagem por la na semana passada limparam as minhas malas. Literalmente.

    ResponderExcluir